Preste atenção! Cuide de sua bomba de porão e escape de problemas!

A bomba de porão é um dos principais itens de segurança de um barco (de qualquer tamanho!) e muitas vezes ela é simplesmente esquecida e subestimada pelo capitão.

Mas atenção, pois boa parte dos naufrágios poderia ser evitada se a bomba de porão estivesse funcionando, uma vez que elas são frequentemente a primeira e única defesa contra o afundamento.  

Em geral elas são projetadas para pequenas quantidades de água como borrifos, chuva e os acúmulos normais devido a infiltração e derramamento. Porém, em casos de desastres, elas vão ajudar muito a ganhar tempo para você tentar encontrar e resolver o vazamento ou esperar o resgate ou então, na pior hipótese, se organizar para abandonar o barco.

Os tipos mais comuns de bomba de porão são as centrífugas e as de diafragma.  

Os problemas com bombas centrífugas normalmente envolvem entupimento, chaves de bóia automáticas defeituosas (se instaladas) ou conexões elétricas corroídas, um problema comum a qualquer engrenagem elétrica instalada no ambiente corrosivo do porão de um barco. A manutenção é geralmente limitada à limpeza do filtro (as bombas centrífugas são embutidas na base) e à impermeabilização de todos os conectores. Quando se trata de reparos, com exceção das unidades maiores, reconstruíveis, a maioria das bombas centrífugas é tão barata que geralmente custa menos substituir uma bomba danificada do que repará-la.

A manutenção e o reparo de bombas de diafragma normalmente envolvem a abertura do corpo da bomba, a limpeza da câmara da bomba de detritos e a verificação do diafragma e das válvulas quanto a danos ou deterioração. Além do entupimento, a maioria dos problemas será causada por válvulas de retenção rasgadas ou danificadas. Os diafragmas também podem falhar, embora normalmente durem várias alterações nas válvulas. A desmontagem da bomba para manutenção é normalmente simples; no entanto, algumas são mais complexas do que outras (unidades com várias câmaras, por exemplo).

Erros que fazem a bomba de porão falhar:

Restrições de fluxo: as bombas de diafragma tentam mover o mesmo volume continuamente. Se algo restringe o fluxo, elas trabalham mais e mais até que parem de bombear, quando algo geralmente falha. As bombas centrífugas respondem ao aumento da pressão da cabeça movendo menos e menos fluido até que parem de bombear. O motor não irá queimar, mas a bomba irá parar de mover qualquer fluido.

Sifonagem: O efeito do desvio ocorre quando uma mangueira é conduzida a um corpo de água acima do ponto inicial. Se essa água começar a fluir para trás, ela produzirá sucção, que atrairá água para o barco. Um circuito ventilado pode ser usado para evitar o retorno de sifonagem.

Entradas conectadas: As bombas de porão com uma entrada de água remota devem ter um filtro na extremidade de entrada da mangueira, para evitar que os detritos entupam a bomba ou mangueira.

Fiação defeituosa ou uma bateria descarregada: água salgada corrosiva e contaminantes do combustível, produtos químicos de limpeza e óleo dos motores podem causar estragos na fiação. Então, além de manter o porão limpo, certifique-se de usar o arame estanhado de nível marítimo e selar as conexões com terminais e conectores à prova d’água termorretráteis. Mantenha a bateria carregada e monitore seu status com frequência.

A tabela abaixo* dá uma ideia do que seria um mínimo baseado apenas no comprimento do barco:  

Comprimento do barco (em pés) Número de bombas Capacidade total (GPH)
16-20 2 2.500
21-26 2 3.000-3.500
27-35 3 3.500-4.500
36-42 3 6.000
43-49 3-4 8.000
50-59 4-5 9.000-10.000
60-60 4-5 10.000+

*https://www.yachtsurvey.com/bilge_pumps.htm

Claro que para uma análise mais criteriosa deveriam ser considerados também a quantidade de compartimentos que há no casco. Este conteúdo será abordado em outro post.  

Dicas de instalação

  • Mantenha as mangueiras de descarga o mais curtas possível. Mangueiras longas têm mais resistência, o que reduz o desempenho da bomba.
  • Use uma mangueira com furo liso. É comum instalar mangueiras corrugadas por razões de preço, mas o furo canelado reduz a capacidade de vazão e o desempenho da bomba.
  • Use um circuito ventilado se o casco puder ser submerso, especialmente em veleiros onde o calcanhar possa imergir o encaixe que está bem acima da linha d’água quando o barco flutuar em equilíbrio.
  • Siga as recomendações do fabricante para tamanhos de fio para evitar a queda de tensão, especialmente em bombas que tiram 10, 15 amperes ou mais.
  • Use conectores de extremidade à prova d’água para qualquer conexão de fiação na área do porão.

Dicas finais

Outra coisa importante é o fato de que as bombas não devem estar localizadas sob o motor, onde você não pode ver ou alcançá-las.

Nunca deixe sozinho um barco que você sabe que está com um vazamento, na confiança de que a bomba de porão automática vai dar conta do recado!

Atenção pois barcos menores precisam de um melhor dimensionamento das bombas pois como o casco é menor, eles afundam mais rápido que um barco grande e como o porão também é menor, ele inunda e colapsa o sistema elétrico mais rápido também. 

Bomba de porão

https://www.capitaneando.com.br/veleiro/bomba-de-por-o-seaflo-1100-gph-2v-4164-l-hora-barco-lancha-seaflo.html

Post Destacado

Praticou Stand Up Paddle, se encantou e agora quer ter sua própria prancha? Saiba como escolher !

Bem, o universo de opções é vasto e para escolher bem, precisamos entender as opções e principalmente o seu objetivo com a prancha, ou seja, você vai usá-la mais para quê? Para surfar? Para remar em mar ou lagoa calma? Para fazer yoga? Para fazer remadas de longa distância? Para competir?

Bom, como para cada objetivo existe um modelo mais apropriado, então vamos lá:

SUP SURF

O formato da prancha de SUP focada em surfar é menor, podendo ter 8 pés ou até menos!

Neste caso, o remo assume o papel de aumentar a velocidade e facilitar tanto manobras rápidas quanto o posicionamento para pegar ondas.

FUNBOARD / FUNRACE /PRANCHA HÍBRIDA

Essa é uma prancha que funciona para qualquer situação. Ela é uma prancha intermediária que se adequa muito bem para iniciantes, mas não satisfaz quem busca performance!

São muito versáteis, permitindo praticar yoga nela, levar o cachorro junto na prancha, a cesta de piquenique, enfim, curtir com a família!    

CRUISER

 

São um pouco mais largas e com mais volume, permitindo levar alguns acessórios junto como bolsa, cooler…  

Indicada também para quem quer pescar na prancha.  

Essas pranchas são desenvolvidas para serem fáceis de remar em todas as condições climáticas e com capacidade de deslizamento suficiente para longas distâncias.

RACE

É a mais indicada para quem quer competir, seja em regatas oceânicas ou em águas abrigadas, mas é preciso ter experiência para remá-la.

Em geral ela possui um corpo mais longo e estreito, o que permite um melhor deslizamento pela superfície da água porém, apesar da performance ser ótima, o equilíbrio nela é bastante difícil.

WHITEWATER

A whitewater é a mais indicada para quem quer descer corredeiras.

Em geral ela é larga, não muito comprida e pode ser tanto inflável quanto de polietileno, o que dá maior resistência para esta prática.

Mas atenção, em corredeiras são necessários equipamentos especiais de segurança e muita experiência no esporte. Portanto, cuidado!

Que tipo de snorkel você precisa?

Por mais incrível que possa parecer, o snorkel é muito, mas muito antigo! Aristóteles já o descrevia no ano de 350 A.C. ao relatar nadadores que ficavam embaixo da água por um longo tempo usando um “instrumento de respiração” que permitia extrair ar de cima da água!  

Pois é… apesar do princípio ser o mesmo de hoje, a aparência do snorkel evolui…

O snorkel clássico*, também conhecido como modelo J, é um tubo plástico, rígido com um bocal acoplado. É o tipo mais simples, acessível e indicado para iniciantes.

Snorkel clássico

O snorkel flexível com válvula de purga tem uma parte do cano rígido e outra flexível para ajustar melhor ao contorno do rosto e aos movimentos com a boca e a cabeça. A válvula de purga vai facilitar expelir a água que acaba entrando no snorkel, seja pela ondas ou quando tem muita gente em volta. Para tirar a água do snorkel você precisaria soprar com força antes de voltar a respirar normalmente e essa válvula de purga vaifacilitar esse trabalho, diminuindo a força necessária para a expulsão da água que entrou após a sua imersão.

Snorkel flexível

O tipo Semi seco tem uma proteção contra respingos na parte superior e, na maioria das vezes, possui um tubo flexível e uma válvula de purga. Ou seja, ele tem uma proteção que impede que a água espirrada e o spray entrem facilmente no tubo. Mas atenção, o protetor contra respingos não vai impedir a entrada de água quando você estiver debaixo d’água ou se uma onda de bom tamanho cobrir seu snorkel!

Snorkel semi seco

Snorkel Seco tem um tubo de respiração seco tem uma válvula especial no topo do tubo que veda completamente toda a água (e ar) quando uma onda se aproxima, ou quando você mergulha debaixo d’água.

Snorkel seco

*Fontes das imagens:

www.tropicalsnorkeling.com/snorkel.html

7 dicas práticas para escolher a melhor capa impermeável para celular

Confira aqui 7 dicas úteis que a gente separou para você observar na hora de escolher a capa impermeável para celular que melhor se adequa às suas atividades.

  1. É importante saber se os 2 lados da capa ficam transparentes quando você estiver submerso,  porque assim você pode tirar fotos e consegue ver a tela do celular ao mesmo tempo;
  2. É importante que o cordão que prende a capinha seja ajustável, de modo que você consiga apertá-lo para mais perto do pescoço e deixar suas mãos livres;
  3. Confira se este cordão que desliza para cima e para baixo para apertar em torno do seu pescoço tem um fecho para travá-lo no lugar. Isto é importante pois caso contrário, a capa fica solta como um colar;
  4. Faça um teste de impermeabilidade para avaliar se ficam algumas gotas de água que podem acabar se condensando dentro da capinha, fazendo com que as fotos fiquem embaçadas;
  5. Verifique se as teclas touch funcionam debaixo da água, pois só assim você vai conseguir usar os botões para tirar fotos;  
  6. Verifique se é fácil fazer uma selfie com a capa e o cordão;
  7. Seque o exterior da capinha melhor maneira possível antes de remover o telefone.

Livro “Lobos do Mar” – Os brasileiros na regata de volta ao mundo”

Depois de se tornar o maior medalhista olímpico do esporte brasileiro, ganhando cinco medalhas — sendo duas delas de ouro —, Torben Grael decidiu realizar o sonho de todo velejador: participar da regata de volta ao mundo.

No dia 5 de novembro de 2005, Grael embarcou na maior aventura de sua bem-sucedida carreira. Foi nessa data que começou a última edição da mítica regata de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race, que ele disputou a bordo de um superveleiro construído no Brasil, o Brasil 1. O ponto de partida foi o cais de Vigo, na Espanha. Nove meses e 31.250 milhas náuticas depois, o velejador e sua tripulação cruzavam a linha de chegada da competição, em Gotemburgo, na Suécia, em clima de apoteose. Lobos do mar narra essa aventura, que foi acompanhada por milhares de brasileiros e durou nove meses. Mares revoltos, acidentes, ondas gigantes, temperaturas extremas…

Nesse período, Torben e os outros tripulantes enfrentaram obstáculos de todos os tipos, chegando a ficar cara a cara com a morte em alguns momentos. As muitas dificuldades, no entanto, não impediram Torben de fazer história. Aliando sua vasta experiência no mar com muita garra, ele provou que os brasileiros também sabem brilhar em regatas de oceano. Lobos do Mar acompanha toda a jornada de Torben e de seus companheiros de volta ao mundo. Da criação do Brasil 1 ao pódio ? mais do que um raio-x de um evento esportivo único, o livro é um relato emocionante da luta de um grupo de homens para superar os seus limites

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